Tudo ou nada.

Ontem tudo fazia sentido, hoje? Hoje mais nada tem sentido mais nada é certo e nem errado, hoje não existe medo do novo e sim medo do conhecido. Pinto em minhas paredes duvidas em forma de rostos, milhões de rostos diferentes e uma única solidão. O céu que antes era repleto de estrelas hoje apenas é um céu preto e escuro assim como minha mente, vazia. Meus dias se tornaram cinza minhas lágrimas não existem mais. Fui forçada a amadurecer, era apenas uma criança, hoje? Sou eu uma mulher com sonhos e metas a atingir o relógio tá passando e eu corro contra ele com medo de chegar ao fim. Que fim? Ao fim da minha vida, a reta final aonde não terá nada apenas um enorme precipício. Que precipício? A conhecida morte. Não acho que nunca vou chegar, mas sei que quando chegar eu estarei lá a espera, pronta, de peito aberto e quando pular? Gritarei somente pela liberdade, a minha tão esperada liberdade.